#3 – Sextou!

O começo do fim

Pra se completar uma faculdade de medicina é preciso estar dentro dela por 72 meses. Faltam 11 pra eu acabar… 11! O N Z E!! Acabo de adentrar o 6º ano (ou 11º período). Já se passaram 61 meses, minha deusa, que doideira. Sábado passou um filme na minha cabeça… o dia que decidi largar tudo, o quanto eu chorei pra entender que aquele caminho que eu estava trilhando dentro da psicologia não era pra mim… e os olhares de negação e reprovação que eu senti por largar emprego e carreira pra voltar pro limbo do cursinho. Me ver onde estou hoje me traz o mais verdadeiro sentimento de gratidão. Infelizmente ficou clichê falar sobre gratidão e muita gente debocha disso, mas a verdade é que se sentir grato é um dos melhores sentimentos que eu já vivenciei em toda a minha existência. É meio difícil de descrever até, costumo resumir falando que eu transbordo, é bem por aí. Fico tão tão tão feliz de ser e pertencer que eu choro e rio ao mesmo tempo e agradeço profundamente por estar viva, inteira, vivendo na realidade tudo aquilo que eu sempre sonhei, sem perfeição ou idealizações, mas somente com o coração totalmente preenchido pelo sentido de existir.

É esquisito

Eu sei, virar o ano letivo no final do ano, eu também acho. Mas aqui na Famerp existe essa tradição, como o meus veteranos foram embora no final de outubro, estamos “no topo” dessa “cadeia alimentar” e aparentemente isso nos dá algum tipo de super poder já que agora podemos desfilar com uma capa com nossos nomes escritos e 6º ANO em letras garrafais. Vou ser bem sincera com você, durante um bom tempo da graduação eu problematizei bastante o uso dessa capa, mas eu sou hipócrita, no fundo no fundo eu me corroía de vontade de usar e ostentar um tiquinho só essa sensação I-N-E-N-A-R-R-A-V-E-L que é se aproximar do fim da faculdade de medicina. Engoli todas as problematizações, esqueci que um dia critiquei todo mundo que usou capa e que se achava melhor, maior e super herói da porra toda e fui feliz assim. Tem coisa que não precisam ser tão rígidas, né… não sei se pra todo mundo, mas pra mim, foi essencial ter conseguido flexibilizar alguns conceitos e opiniões. ( vc não precisa concordar comigo, ok?).

Estou assistindo

Bates Motel. Minha prima indicou essa série pra gente acho que já faz um mês e estamos nela desde então. São 5 temporadas contando a historia que inspirou o filme Psicose, estamos na 3ª. Não é a série mais incrível do mundo, mas deu uma segurada na gente e ta preenchendo o vazio que Handmaids Tale deixou.

Estou lendo

Olha… ultimamente só as mensagens do Whatsapp mesmo e ainda olhe lá….

Estou pensando

To com muito sono nesse exato momento, ainda não me recuperei da festança de sábado. Foi doido demais, incrível demais. To na duvida se estudo, se durmo.. acho que vou tomar um banho e sentar no meu sofá pra ver Bates Motel porque esse corpitcho e essa cabecita tá pedindo um baita arrego.

obs: eu to feliz, mas to com a sensação de que esse e-mail transparece mais melancolia do que empolgação. Até hoje as palavras me surpreendem, acho que elas me conhecem melhor que eu mesma. Talvez eu esteja triste por ter passado essa festa que eu idealizei por alguns meses, talvez eu esteja com saudade das minhas primas que estiveram aqui comigo pra partilhar esse momento. Ou talvez eu só esteja cansada mesmo, sei lá. Vou ali descansar e tentar superar o 6º ano.

Obrigada pela companhia, obrigada por estarem aqui.

Com amor,
Thaís.

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