De uns dias pra cá eu tenho tido umas inspirações bizarras pra escrever. Vou tentar levar esse blog de uma maneira mais séria. Ou que represente de uma maneira mais eficiente a minha válvula de escape para as palavras que constantemente brotam na minha cabeça.

Essa vontade louca de escrever ressurgiu depois que eu casei. Acho que tive a maior epifania do mundo ao escrever meus votos de amor e promessas de vida pro meu marido durante o altar. E fizeram tanto sucesso que comecei a considerar voltar a escrever cartas de amor. É, eu costumava caprichar muito quando era adolescente e sofria pelos meus amores platônicos. Escrevia textos, poemas,músicas…. Só que a correria do mundo foi engolindo todas as minhas inspirações… todas as minhas letras e palavras poéticas. Junto com tantas outras coisas, com o meu sonho de ser médica, de ser uma pessoa melhor, enfim. Acho que agora que estou beirando os 30 anos tenho reexaminado cada talento que eu tinha e perdi na vida. Um era desenhar, o outro era escrever… o de desenhar eu perdi de vez. Me conformo em desenhar bonecos de palito e uma casinha com chaminé em cima. O de escrever vira e mexe volta. À vezes me surgem frases inteiras que eu simplesmente deixo fugir… Vou tentar guardá-las. Não sei bem pra que… pode ser que não serventia nenhuma pra quem lê, mas alivia a ânsia dos meus dedos de exprimir em letras tudo o que meu coração pensa.

E o que tudo isso tem a ver com medicina? Nada diretamente. Mas com vida e psicologia, não tenho como negar.